Tuesday, September 1, 2009
Monday, January 15, 2007
PUBLICIDADE - O OXIGÉNIO DO TERRORISMO

COMUNICAÇÃO POLÍTICA
PUBLICIDADE – O OXIGÉNIO DO TERRORISMO
Bin Laden, “al Qaeda”, e outros grupos fundamentalistas Islâmicos actuam segundo as suas ideologias religiosas e políticas, fomentando e encorajando o fundamentalismo violento, dedicado e focado na destruição, substituição e mudança radical dos estados. O terrorismo generalizado foi e continua a ser uma das formas utilizadas na prossecução dessas ambições. Para os perpetradores do terror – cada atentado é como uma lufada de ar fresco que se prolonga por tempo indeterminado – até ao próximo acto de terror em qualquer parte do mundo e momento. As organizações terroristas reconhecem a reportagem maciça e imediata de 1º plano na mancha informativa dos “media” dedicada ao terrorismo, como um factor regozijador, ideal e eficaz na instrumentalização dos seus objectivos. As imagens horrorosas de 11 de Setembro de 2001, e mais recentemente, da destruição da sede da ONU em Bagdad, desta vez, alegadamente perpetrada pelo grupo fundamentalista 1 – Vanguarda Armada – são bem ilustrativas do intenso e imediato impacto mediático dirigido a todo o mundo, e em particular aos Estados Unidos.
Comparativamente, em Setembro de 1970, militantes da Frente Popular de Libertação da Palestina (FPLP) desviaram simultaneamente quatro aeronaves, originalmente com destino a Nova Iorque, com cerca de 600 passageiros maioritariamente Americanos. Três dos aparelhos acabaram por aterrar numa parte remota da Jordânia. O intenso drama prolongou-se por três semanas. Os factos foram relatados, contudo na altura, a tecnologia das comunicações ainda não permitia transmissões ao vivo, e as emissões via satélite tinham apenas dado os primeiros passos. Naturalmente para os militantes, depois de todo o planeamento: foi um episódio para esquecer; uma desilusão, uma decepção total. Enquanto que, por outro lado, durante os primeiros cinco dias a seguir à “Terça-feira Negra” alguns canais da televisão e rádio relataram incessantemente todos os factos, sem de outro modo, as habituais pausas comerciais, e, os magazines nomeadamente Newsweek e TIME dedicaram editoriais por oito semanas a fio focando o terrorismo ou temas relacionados.
Como é que os terroristas poderiam melhorar os resultados dos seus objectivos, a não ser – cativando a atenção das suas audiências alvo – já que por ignomínia numa guerra assimétrica, mas utilizando as mais modernas tecnologias! As sondagens de opinião revelaram que literalmente todos os Americanos seguiram as primeiras notícias dos ataques, ou pela televisão ou rádio. As pretensões e expectativas dos arquitectos do terror de 11 de Setembro não poderiam ser melhores. Referindo-se aos pilotos kamikaze, o próprio bin Laden, alegadamente exclamou na altura – “Aqueles jovens...exprimiram por actos, em Nova Iorque e Washington, discursos que transcenderam quaisquer outros jamais proferidos”. Com estas palavras, bin Laden revelava que considera o terrorismo como o veículo de comunicação das suas mensagens. O facto da comunicação social americana, no período 11 de Setembro 2001 – 6 de Outubro 2001 ter dado mais atenção a bin Laden do que ao presidente Americano, foi notável, se considerarmos que George W. Bush realizou 54 discursos públicos durante o mesmo período, comparado com bin Laden que não apareceu em público, em conferências ou entrevistas tête-à-tête.
Os terroristas e os “media” são como sócios num casamento de conveniência: os terroristas necessitam de toda a publicidade possível; os “media” necessitam de eventos dramáticos, trágicos, chocantes, e sensacionais para sustentar a popularidade ou circulação, não pondo em causa o dever de informar o público de todos os eventos para que os cidadãos interpretem e escolhem decisões correctas, na continuidade de uma democracia saudável. (John Fonseca-Robbins)
1.Fundamentalista. Adepto do neo-reformista radical revolucionário Islamismo.
PUBLICIDADE – O OXIGÉNIO DO TERRORISMO
Bin Laden, “al Qaeda”, e outros grupos fundamentalistas Islâmicos actuam segundo as suas ideologias religiosas e políticas, fomentando e encorajando o fundamentalismo violento, dedicado e focado na destruição, substituição e mudança radical dos estados. O terrorismo generalizado foi e continua a ser uma das formas utilizadas na prossecução dessas ambições. Para os perpetradores do terror – cada atentado é como uma lufada de ar fresco que se prolonga por tempo indeterminado – até ao próximo acto de terror em qualquer parte do mundo e momento. As organizações terroristas reconhecem a reportagem maciça e imediata de 1º plano na mancha informativa dos “media” dedicada ao terrorismo, como um factor regozijador, ideal e eficaz na instrumentalização dos seus objectivos. As imagens horrorosas de 11 de Setembro de 2001, e mais recentemente, da destruição da sede da ONU em Bagdad, desta vez, alegadamente perpetrada pelo grupo fundamentalista 1 – Vanguarda Armada – são bem ilustrativas do intenso e imediato impacto mediático dirigido a todo o mundo, e em particular aos Estados Unidos.
Comparativamente, em Setembro de 1970, militantes da Frente Popular de Libertação da Palestina (FPLP) desviaram simultaneamente quatro aeronaves, originalmente com destino a Nova Iorque, com cerca de 600 passageiros maioritariamente Americanos. Três dos aparelhos acabaram por aterrar numa parte remota da Jordânia. O intenso drama prolongou-se por três semanas. Os factos foram relatados, contudo na altura, a tecnologia das comunicações ainda não permitia transmissões ao vivo, e as emissões via satélite tinham apenas dado os primeiros passos. Naturalmente para os militantes, depois de todo o planeamento: foi um episódio para esquecer; uma desilusão, uma decepção total. Enquanto que, por outro lado, durante os primeiros cinco dias a seguir à “Terça-feira Negra” alguns canais da televisão e rádio relataram incessantemente todos os factos, sem de outro modo, as habituais pausas comerciais, e, os magazines nomeadamente Newsweek e TIME dedicaram editoriais por oito semanas a fio focando o terrorismo ou temas relacionados.
Como é que os terroristas poderiam melhorar os resultados dos seus objectivos, a não ser – cativando a atenção das suas audiências alvo – já que por ignomínia numa guerra assimétrica, mas utilizando as mais modernas tecnologias! As sondagens de opinião revelaram que literalmente todos os Americanos seguiram as primeiras notícias dos ataques, ou pela televisão ou rádio. As pretensões e expectativas dos arquitectos do terror de 11 de Setembro não poderiam ser melhores. Referindo-se aos pilotos kamikaze, o próprio bin Laden, alegadamente exclamou na altura – “Aqueles jovens...exprimiram por actos, em Nova Iorque e Washington, discursos que transcenderam quaisquer outros jamais proferidos”. Com estas palavras, bin Laden revelava que considera o terrorismo como o veículo de comunicação das suas mensagens. O facto da comunicação social americana, no período 11 de Setembro 2001 – 6 de Outubro 2001 ter dado mais atenção a bin Laden do que ao presidente Americano, foi notável, se considerarmos que George W. Bush realizou 54 discursos públicos durante o mesmo período, comparado com bin Laden que não apareceu em público, em conferências ou entrevistas tête-à-tête.
Os terroristas e os “media” são como sócios num casamento de conveniência: os terroristas necessitam de toda a publicidade possível; os “media” necessitam de eventos dramáticos, trágicos, chocantes, e sensacionais para sustentar a popularidade ou circulação, não pondo em causa o dever de informar o público de todos os eventos para que os cidadãos interpretem e escolhem decisões correctas, na continuidade de uma democracia saudável. (John Fonseca-Robbins)
1.Fundamentalista. Adepto do neo-reformista radical revolucionário Islamismo.
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